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Segunda-feira, 23 de maio de 2022

COLUNISTAS

Ronaldo Sant'Anna

A cordialidade do brasileiro

06/10/2021 13h12 | Atualizada em 06/10/2021 16h12 | Por: Ronaldo Sant'Anna

Historicamente a imagem do brasileiro no exterior sempre foi algo estereotipada. Ou somos representados por jogadores de futebol com muito mau gosto para roupas e penteados (sem falar no QI), ou pela beleza das mulheres, normalmente em trajes sumários, imagens inclusive divulgadas por canais institucionais, como as propagandas que divulgam o turismo no Brasil. Além disso, a representação do brasileiro típico sempre destaca, como características principais do nosso povo, o bom humor e, principalmente, a cordialidade. Sérgio Buarque de Holanda foi o primeiro pesquisador a apresentar este conceito, no livro “Raízes do Brasil”, porém a maioria entendeu o conceito de maneira errônea. À primeira vista, parece que o autor afirmou que o brasileiro é gentil, amistoso, porém a leitura mais aprofundada da obra mostra que não foi este o sentido dado por Holanda.

Para ele, o termo usado refere-se à origem da palavra cordis, vinda do latim, e que significa coração. Com isto, o autor pretendia dizer que o brasileiro é dominado pelo coração, isto é, pelas emoções. Ele não seria cordial no sentido coloquial da palavra, como uma pessoa educada, portadora de atitudes de civilidade. Segundo o autor, o homem (atenção fiscal do politicamente correto, o termo é no sentido amplo, com o significado de indivíduo da espécie humana) brasileiro agiria muito mais sob o domínio das emoções do que da razão.

E ele parece estar correto na sua análise, se pensarmos nos acontecimentos noticiados cada vez com mais frequência, por exemplo: quase que diariamente são relatadas mortes no trânsito, em acidentes muitas vezes mínimos, nos quais os participantes entram em conflito, levando a um desfecho extremo. Seguidamente também são noticiadas ações violentas de policiais, em diversas situações, principalmente contra pessoas pobres e, majoritariamente, negras. Os índices de violência doméstica só crescem, a lei Maria da Penha é cada vez mais invocada para a proteção de mulheres, muitas ameaçadas de morte por maridos ou companheiros. Em muitas cidades, os moradores são aconselhados a não circular em alguns locais perigosos ou não parar nos sinais de trânsito na madrugada, porque o risco é grande.

Então, essa imagem do brasileiro como um indivíduo gentil é, no mínimo, equivocada. Como mudar isso? Em primeiro lugar, com educação de qualidade. Reforçar a segurança, com maior número de policiais nas ruas. Além disso, punir exemplarmente qualquer delito. A violência, em todos os níveis, é consequência da sensação de impunidade que existe no país. Se estas providências foram tomadas, é possível que, daqui a alguns anos, possamos afirmar que o brasileiro será, por fim, um ser cordial.

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