Sexta-feira, 12 de abril de 2024
Economia

Porto de Itajaí não tem mais dinheiro para pagar dragagem

O acumulo de sedimentos pode comprometer também as operações da Portonave e gerar um rombo na economia regional, gestores vão buscar dinheiro em Brasília

Itajaí - SC , 03/04/2024 11h03 | Por: Joca Baggio
Foto: Divulgação/SCTodoDia

A falta de recursos para dragagens de manutenção dos canais de acesso interno e externo e bacias de manobras do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes é uma pauta que voltou à tona, agora também nas esferas federais. O problema será discutido em reunião entre a administração do porto e alto escalão da Secretaria Nacional de Portos em Brasília nesta semana.

O débito hoje está em R$ 20 milhões e a Autoridade Portuária não tem dinheiro para dar sequência aos trabalhos que são executados pela multinacional holandesa Van Oord. A alternativa para fechar essa conta seria a ajuda do governo federal. E é isso que os estores então tentando junto ao governo federal.

A situação chegou a esse ponto porque o Porto Público, na margem direita em Itajaí, não movimenta conteineres há 458 dias e, portanto, não recebe as tarifas da chamada “tabela 1”. Era com esses recursos que a administração do porto pagava os serviços de dragagem permanente executados pela empresa holandesa Van Nord.

O pior é que a falta de dragagem pode afetar também a Portonave, em Navegantes, que é o maior movimentador de contêineres do Estado e o segundo maior do Brasil, e gerar um rombo na economia regional. 

Hoje são as operações do terminal privado, em Navegantes, que seguram as receitas do setor portuário nas duas margen do rio, isso porque a maior parte da infraestrutura retroportuária ainda está em Itajaí. Sendo assim, a Portonave ainda é apenas a porta de saída para muita carga operada na cidade vizinha. No entanto, especialistas ouvidos pelo Portal SC Todo Dia dizem que se esse terminal for impactado pela falta de calado (que é a profundidade necessária para quev um navio possa acessar um porto), as perdas serão irreparáveis. 

Outro ponto é que, segundo a Lei de Portos, pelo fato dos canais de acesso e bacias de evolução comporem a infraestrutura aquaviária do Complexo Portuário serem federais, a Portonave, que é um terminal de uso privado, não pode pagar esses serviços.

O Movimento do Conselho de Entidades de Itajaí, formado por representantes de diversos segmentos econômicos locais, também enviou ofício às autoridades municipais e estaduais solicitando providências em relação à dragagem. O documento foi endossado pela federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc).
 

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