Segunda-feira, 15 de abril de 2024

COLUNISTAS

Gisele Victor Batista

Sistema Braille: Um Caminho para a Educação Inclusiva e o Alcance do ODS 4

10/04/2024 09h30 | Por: Gisele Victor Batista

Embora o Dia Nacional do Sistema Braille, celebrado em 08 de abril, marque a importância deste sistema de leitura e escrita para pessoas cegas ou com visão reduzida, a realidade brasileira mostra que ainda há um longo caminho pela frente na alfabetização desses indivíduos. Dados da Universidade de Brasília (UNB) de 2015 apontam que 74% das 506 mil pessoas cegas no Brasil ainda não foram alfabetizadas, destacando a necessidade urgente de ações inclusivas.

O Sistema Braille é um sistema de escrita tátil (composto por pontos em relevo) desenvolvido por Louis Braille, ainda no século XIX, que permite que pessoas cegas ou com baixa visão possam ler e escrever através do toque. A sua criação foi um marco crucial na história da educação inclusiva, proporcionando acesso à informação e conhecimento para pessoas com deficiência visual em todo o mundo, proporcionando acesso à comunicação escrita, educação, emprego, interação social e participação na cultura.

Apesar de 3,5% da população brasileira ter algum tipo de deficiência visual, conforme indicação do IBGE de 2022, muitos ainda enfrentam barreiras significativas à educação e à inclusão social. Em 2010, entre as pessoas cegas, 110 mil com 15 anos ou mais de idade não são alfabetizadas; e dentre as pessoas com baixa visão, 1,5 milhão não sabem ler ou escrever. Isso indica que aproximadamente um em cada quatro indivíduos (25%) com deficiência visual eram considerados não alfabetizados, um índice significativamente superior à média da população em geral, que era de aproximadamente 8% para essa mesma faixa etária em 2010 (Agência Brasil, 2023)

A legislação brasileira, por meio da Lei Federal Nº 4.169/1962, reconhece o código Braille como um instrumento essencial para a inclusão educacional, determinando sua presença obrigatória em uma variedade de materiais, tais como livros didáticos e obras culturais, literárias ou científicas, etc. No entanto, a implementação efetiva dessas políticas mostra o desafio de assegurar o acesso equitativo à informação para indivíduos com deficiência visual. 

Ao fornecer acesso a materiais educacionais por meio do Sistema Braille, as escolas e instituições educacionais podem garantir que estudantes com deficiência visual tenham igualdade de oportunidades de aprendizado. Isso não apenas promove a inclusão desses alunos, mas também enriquece o ambiente educacional ao valorizar a diversidade e as diferentes formas de aprender. O Sistema Braille, também, contribui para a promoção de sociedades mais inclusivas e igualitárias, parte essencial do progresso em direção ao Desenvolvimento Sustentável para todos.

A inclusão do Braille no sistema de ensino atende ao ODS 04 -  Educação de Qualidade, que tem como metal geral garantir uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, promovendo oportunidades de aprendizado ao longo da vida para todos - Meta 4.5 – Até 2030, eliminar as desigualdades na educação e garantir a equidade de acesso, permanência e êxito em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino para os grupos em situação de vulnerabilidade, sobretudo as pessoas com deficiência, dentre outros grupos.

Para saber mais sobre projetos de diversidade e inclusão, visite @harpiameioambiente

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Gisele Victor Batista

O Poder da Escolha: como sua alimentação está impactando a qualidade climática do Planeta?

03/04/2024 10h14 | Por: Gisele Victor Batista

Está interessado em saber que um único bovino pode ser responsável pela emissão de 70 a 120 kg de metano anualmente, o que se compara ao consumo de 1.000 litros de petróleo, permitindo que um veículo transite por até 12.000 km? 


A influência dos sistemas de produção de alimentos no ambiente e no clima tem sido objeto de extensas pesquisas, evidenciando que a agricultura intensiva, frequentemente ligada aos sistemas alimentares tradicionais, contribui de forma significativa para as emissões de gases de efeito estufa, desmatamento, degradação dos solos e escassez hídrica. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a agricultura representa 18% das emissões globais de gases de efeito estufa, ultrapassando o setor de transportes. Alternativamente, adotar sistemas alimentares responsáveis pode atenuar esses impactos através do incentivo a práticas agrícolas mais sustentáveis e à escolha de uma alimentação mais consciente.


Por isso, a promoção de práticas agrícolas que preservem os recursos naturais, como o solo, água e biodiversidade, e que reduzam a dependência de químicos nocivos, é fundamental. Um sistema alimentar que priorize a sustentabilidade está diretamente alinhado ao ODS 02 (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº02), que visa erradicar a fome, assegurar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável. Este objetivo inclui a produção de alimentos de maneira sustentável, com menor uso de pesticidas, herbicidas e fertilizantes químicos. 


Ainda, é importante notar que a saúde e o bem-estar humanos estão diretamente relacionados à qualidade dos alimentos consumidos, sendo uma dieta balanceada e saudável é essencial para a prevenção de doenças crônicas, como obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. Ao reconhecer a conexão entre a saúde humana e a saúde do planeta, e ao promover escolhas alimentares mais sustentáveis, é possível minimizar os impactos ambientais e climáticos derivados de nossos hábitos de vida.


Cada um pode contribuir para sistemas alimentares mais responsáveis e conscientes, os quais podem ser facilitados através de práticas simples, como:

  • Optar por alimentos locais e de temporada, que demandam menos transporte e recursos para sua produção;
  • Dar preferência a alimentos orgânicos, produzidos sem pesticidas, herbicidas e fertilizantes sintéticos, beneficiando tanto a saúde quanto o meio ambiente;
  • Minimizar o desperdício de alimentos, planejando refeições, armazenando alimentos corretamente e reaproveitando sobras;
  • Apoiar produtores que adotam práticas de agricultura sustentável, utilizam energias renováveis e focam na redução de resíduos;
  • Reduzir o consumo de carnes e laticínios, optando por alternativas vegetais quando possível.
     

A implementação de sistemas alimentares conscientes contribui para o alcance da Meta 2.4 do ODS 2, que visa assegurar sistemas de produção alimentar sustentáveis até 2030, reforçando a capacidade de adaptação às mudanças climáticas, entre outros objetivos.

Para explorar mais sobre este tema, visite @harpiameioambiente

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Fonte: https://timeforchange.org/are-cows-cause-of-global-warming-meat-methane-CO2/

Gisele Victor Batista

Saneamento para todos: o Caminho em Direção à Universalização e os Compromissos do ODS 6

27/03/2024 10h00 | Por: Gisele Victor Batista

No dia 22 de Março se comemorou a Dia Mundial da Água, porém, no Brasil, aproximadamente 5,2 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento são despejadas na natureza todos os dias. Essa data visa a conscientização da população e gestores públicos sobre a importância da água e promover a gestão sustentável dos recursos hídricos, mas parece que há pouco para comemorar: a escassez de acesso à água potável afeta quase 32 milhões de pessoas e cerca de 90 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto.

É o que retrata a 16ª edição do Ranking do Saneamento (2024), que se concentrou nos 100 municípios mais populosos do Brasil e foi elaborado pelo Instituto Trata Brasil e GO Associados. O estudo analisou três "dimensões" diferentes do saneamento básico de cada localidade - (a) Nível de Atendimento, (b) Melhoria do Atendimento e (c) Nível de Eficiência, objetivando saber quais municípios se aproximam da universalização desses serviços no Brasil.

Segundo a Lei 14.026/2020, a universalização do saneamento básico refere-se ao objetivo de garantir que os brasileiros tenham acesso adequado aos serviços de abastecimento de água potável (99% da população), coleta e tratamento de esgoto (90% dos habitantes), além da gestão adequada dos resíduos sólidos. Isso inclui não apenas a instalação de infraestrutura de saneamento, como redes de distribuição de água e sistemas de tratamento de esgoto, mas, também, a manutenção e a expansão desses serviços para garantir que atendam às necessidades de toda a população. Contudo, o Brasil ainda enfrenta grandes desafios em relação ao saneamento básico, com sérias consequências para a saúde pública, o meio ambiente e o desenvolvimento socioeconômico do país.

Abaixo estão algumas considerações do Ranking de Saneamento Básico de 2024:

  • Maringá (PR) obteve o primeiro lugar, seguido de perto por São José do Rio Preto (SP) e Campinas (SP), com esses três municípios atingindo a pontuação de universalização do saneamento, destacando-se pelo seu compromisso com a qualidade de vida de seus cidadãos.
  • Uma análise regional mostra que entre os 20 municípios mais bem colocados, a maioria está concentrada no Sudeste, com 12 localizados nessa região, seguidos por 05 no Sul e 03 no Centro-Oeste. Isso ressalta a importância da eficácia das políticas de saneamento em diferentes partes do país.
  • Por outro lado, ao observar os 20 municípios com pior desempenho, observamos uma distribuição geográfica mais dispersa: 07 na região Norte, 06 no Nordeste, 05 no Sudeste, 01 no Centro-Oeste e 01 no Sul. Isso destaca a necessidade de uma abordagem mais abrangente e focada nas regiões menos desenvolvidas em termos de saneamento básico.

Esses resultados não apenas oferecem insights valiosos sobre o estado atual do saneamento básico no Brasil, mas apontam para áreas-chave que requerem atenção e intervenção para garantir que todos os brasileiros tenham acesso a serviços de saneamento de qualidade e seguros para o futuro. A universalização do saneamento básico no Brasil precisa envolver uma série de esforços coordenados, incluindo investimentos em infraestrutura, políticas públicas eficazes, educação e conscientização da população, além de parcerias entre governos, setor privado e sociedade civil. 

A Universalização do Saneamento no Brasil atende ao ODS 06 – Meta 6.1 – Até 2030, alcançar o acesso universal e equitativo à água para consumo humano, segura e acessível para todas e todos. 

Acesse o documento completo: https://tratabrasil.org.br/ranking-do-saneamento-2024/

Quer saber mais sobre o tema? Acesse a Live: https://www.youtube.com/watch?v=XXf-lNu-qdg

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Gisele Victor Batista

Promovendo a Resiliência ao Clima para Alcançar o ODS 13: Desafios e Soluções para Lidar com as Mudanças Climáticas

20/03/2024 10h00 | Por: Gisele Victor Batista

No dia 16 de março se comemorou a Dia Nacional de Conscientização das Mudanças Climáticas e a urgência das ações diante do aquecimento global é inegável. As atividades humanas têm desencadeado mudanças climáticas devastadoras, pois, entre 2011 e 2020, a temperatura da superfície global aumentou 1,1ºC em relação ao período de 1850 a 1900, destacando o rápido aquecimento que estamos enfrentando. Este aumento é ainda mais acentuado desde 1970, superando qualquer outro período de 50 anos nos últimos dois milênios.

A perda irreversível da biodiversidade é uma preocupação iminente, com espécies e ecossistemas vitais enfrentando riscos crescentes de extinção, e inclui desde florestas até recifes de corais e áreas árticas, os quais são essenciais para o equilíbrio ecológico do nosso planeta. Ainda, os impactos das mudanças climáticas já estão evidentes em todo o mundo, manifestando-se em extremos climáticos e meteorológicos que causam perdas e danos generalizados à natureza e às comunidades. Neste cenário, infelizmente, são as comunidades mais vulneráveis, que menos responsáveis historicamente pelo problema, sofrem de maneira desproporcional.

Outra questão bastante sensível é a saúde humana que, também, está sob ameaça: doenças transmitidas por alimentos, água e vetores em ascensão (como a dengue), especialmente em áreas urbanas, já são realidade em muitos sítios urbanos. Por isso, à medida que o aquecimento global avança, os riscos se intensificam, tornando-se mais amplos e pronunciados. Além disso, a interação entre os riscos climáticos e não climáticos resulta em cenários complexos e de difícil gestão, especialmente para municípios que ainda não estão atentos à elaboração e execução de Planos Municipais de Mitigação Climática.

A crise climática requer uma abordagem abrangente que inclua não apenas a mitigação, mas também a adaptação eficaz às mudanças ambientais. Com o aumento do aquecimento global, as opções de adaptação viáveis e eficazes hoje podem se tornar limitadas e menos eficazes no futuro. É possível alcançar o desenvolvimento resiliente ao clima quando os governos, a sociedade civil e o setor privado trabalham em conjunto, fazendo escolhas de desenvolvimento inclusivas que priorizam a redução de riscos, equidade e justiça. Isso requer a integração de processos de tomada de decisão, financiamento e ações em todos os níveis de governança, setores e horizontes temporais.

Ações que priorizam a equidade, justiça climática, justiça social e inclusão não apenas promovem resultados mais sustentáveis, mas, também, geram benefícios em conjunto e avançam no desenvolvimento resiliente ao clima. Precisamos implementar medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), adaptar nossas comunidades aos impactos inevitáveis das mudanças climáticas e buscar soluções inovadoras para proteger nosso meio ambiente e garantir um futuro sustentável para todas as pessoas.

Fonte das informações: Sexto Relatório de Avaliação (AR6) do Painel Intergovernamental sobre Mudança do
Clima (IPCC). Disponível em:
https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/sirene/publicacoes/relatorios-do-ipcc/arquivos/pdf/
copy_of_IPCC_Longer_Report_2023_Portugues.pdf

Quer saber mais sobre o tema? Acesse a live: https://www.youtube.com/watch?v=Hz06IvJC26k

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Sustentabilidade e ODS 5: o Papel das Mulheres na Construção de um Futuro Sustentável

12/03/2024 13h37 | Por: Gisele Victor Batista

As crises simultâneas que vivenciamos atualmente têm colocado em risco a manutenção da vida no planeta e denotam a necessidade de ampliarmos nossa consciência e conexão com a natureza. Exaustão dos recursos naturais, poluição ambiental, perda da biodiversidade, aumento do eventos climáticos extremos, ampliação das desigualdades socioeconômicas, dentre tantos outros problemas, nos remetem à busca por um (r)equilíbrio que permita crescimento com prosperidade e abundância, para todos os componentes da biosfera.

Por isso, precisamos resgatar o equilíbrio das relações entre sociedade e meio ambiente, despertando para uma consciência ecológica mais profunda, através da possibilidade de criarmos novas formas de produzirmos nossa subsistência, sem colocarmos em risco a nossa própria sobrevivência, bem como a de outras espécies. Neste ponto, destaca-se a importância das mulheres na sustentabilidade, cujo protagonismos pode ser percebido nas lideranças comunitárias, em seu posicionamento mais colaborativo dentro das empresas e até sua atuação na criação políticas públicas.

As mulheres, por natureza, tendem a cuidar dos espaços onde habitam e contribuem fortemente para a causa da sustentabilidade através de sua visão sistêmica e poder de liderança. Elas trazem uma variedade de perspectivas para questões ambientais, muitas vezes enfatizando a importância da equidade de gênero, justiça social e proteção dos recursos naturais para as gerações futuras. Ainda, é comum termos mulheres liderando iniciativas comunitárias voltadas às mudanças climáticas, como programas de reciclagem, jardinagem urbana, conservação de energia e educação ambiental.

Além disso, muitas mulheres estão na vanguarda da inovação em tecnologias sustentáveis, realizando pesquisas científicas e desenvolvendo políticas ambientais, que promovem o desenvolvimento sustentável. Empresas que possuem uma liderança feminina tendem a apresentar melhores resultados em sustentabilidade, pois a atuação das mulheres propicia um espaço mais acolhedor e inovador.

Contudo, apesar de seu forte potencial para contribuir com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da Agenda 2030, as mulheres ainda enfrentam muitas barreiras, especialmente pela desigualdade de gênero e menor representatividade em cargos de lideranças. Também, estereótipos e vieses inconscientes dificultam sua atuação na área da sustentabilidade, uma vez que elas precisam lidar com múltiplas responsabilidades (trabalho, família, casa, filhos, etc.) e investimentos na carreira ou desenvolvimento pessoal são, corriqueiramente, negligenciados em função de outras prioridades.

Promover a igualdade de gênero é um passo fundamental para avançarmos com o desenvolvimento sustentável em nossa sociedade, trazendo prosperidade e gerando riquezas, sem deixar ninguém para trás!

Junte-se a nós para uma roda de conversa incrível sobre o protagonismo feminino e sustentabilidade!
Como forma de estimular este debate e comemorar o Dia Internacional das Mulheres, o Movimento Nacional ODS SC convidar você para um evento imperdível dia 13 de março, às 10h, no YouTube.com/MovimentoODSSC


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Gisele Victor Batista

34 Mulheres Extraordinárias que Revolucionaram a Sustentabilidade

06/03/2024 11h18 | Por: Gisele Victor Batista

Desde o início do movimento ambientalista, as mulheres têm desempenhado um papel fundamental na defesa de um planeta mais justo e sustentável. Elas têm liderado e participado ativamente de campanhas e protestos em defesa da natureza e dos direitos dos povos indígenas e comunidades locais e tradicionais. Muitas vezes, é uma batalha dura e silenciosa, repleta de riscos, preconceitos e decepções. Mas a força delas vem do coração, cheio de coragem e movido pelo sonho de construir um mundo melhor para todos e todas.
Buscando honrar as que vieram antes, minha homenagem ao Dia Internacional das Mulheres é apresentação de uma pesquisa sobre as principais ambientalistas que marcaram a história da sustentabilidade. Cientistas, pesquisadoras, políticas, empreendedoras, religiosas e jovens, elas fizeram da causa ambiental as suas missões de vida. São 34 mulheres extraordinárias que nos inspiram todos os dias:

AS PIONEIRAS:

1.Eva Crane (1912–2007): ambientalista britânica conhecida por seu trabalho como cientista e especialista em abelhas do mundo.
2. Anna Botsford Comstock (1854–1930): ambientalista américa conhecida por seu trabalho sobre a importância da conservação e da preservação da vida selvagem.
3. Kate Sessions (1857 – 1940): Botânica americana lembrada pela promoção de parques e áreas verdes na cidade e por suas contribuições para o paisagismo e horticultura.
4. Marjory Stoneman Douglas (1890 – 1998): ambientalista americana conhecida por sua defesa do meio ambiente e dos Everglades da Flórida e autora de diversos livros sobre o meio ambiente.
5. Dian Fossey (1932 – 1985): Zoóloga americana realizou um grande trabalho científico e de conservação com os gorilas das montanhas Virunga, em Ruanda e no Congo.
6. Jane Goodall (1934): Primatóloga, etóloga e antropóloga britânica trabalhou para promover a conservação da natureza e a proteção dos animais em todo o mundo. Ficou famosa pelo seu trabalho com ao chipanzés no Parque Nacional Gombe Stream - Tanzânia.
7. Sylvia Earle (1935): cientista marinha, foi a primeira mulher nomeada cientista-chefe da NOAA e nomeada pela Time Magazine como a primeira heroína pelo planeta em 1998. 
8. Wangari Maathai (1940 – 2011): Professora e ativista política do meio ambiente do Quênia. Foi a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz.
9. Biruté Galdikas (1946): Primatologista, conservacionista, etóloga e é reconhecida como uma das maiores autoridades em orangotangos.
10. Vandana Shiva (1952): é uma ambientalista, feminista e filósofa da Índia. Ela é uma defensora da agricultura sustentável, da biodiversidade e dos direitos das mulheres.
11. Winona LaDuke (1959): ambientalista americana que defende os direitos indígenas e a proteção do meio ambiente. É conhecida por reivindicações e preservação de terras tribais.
12. Isatou Ceesay (1972): é um ambientalista e ativista social da Gâmbia. Ela é mais conhecida por seu trabalho na promoção da sustentabilidade ambiental e do empoderamento das mulheres por meio de iniciativas de reciclagem e gestão de resíduos.

AS QUE FORAM “UM MARCO” PARA A SUSTENTABILIDADE NO MUNDO:

13. Rachel Carson (1907-1964): bióloga marinha, conservacionista e autora americana, amplamente reconhecida por promover o movimento ambiental global por meio de seu livro “Primavera Silenciosa”. 
14. Gro Harlem Brundtland (1939): médica e ex-ministra da Noruega, é conhecida pela coordenação da Comissão de Saúde e Meio Ambiente/ONU e criou o conceito de desenvolvimento sustentável.

AS QUE TRABALHAM PELA SUSTENTABILIDADE, NOS 04 CANTOS DO PLANETA:

15. Mindy Lubber (1959): trabalha com investidores e empresas para promover a responsabilidade ambiental e social.
16. Nemonte Nenquimo (1984): líder indígena e defensora do meio ambiente, trabalha para proteger os direitos dos povos indígenas e promover a conservação da biodiversidade na Amazônia equatoriana.
17. Julia Carabias Lillo: envolvida em muitas iniciativas ambientais no México, incluindo a criação de áreas naturais protegidas, a conservação de espécies ameaçadas e a promoção da sustentabilidade.
18. Nzambi Matee: empreendedora ambiental e fundadora da empresa de reciclagem no Quênia, que  transforma resíduos de plástico em tijolos de construção resistentes e acessíveis.
19. Fatemah Alzelzela: criou a iniciativa de reciclagem que troca árvores e plantas por resíduos de casas, escolas e empresas no Kuwait.
20. Xiaoyuan Ren: é a fundadora de aplicativo que mapeia a qualidade das águas subterrâneas para que as pessoas possam encontrar fontes limpas de água potável.
21. Niria Alicia Garcia: organizadora de rota que acompanha a viagem do salmão e trabalha para a conscientização dos efeitos da mudança climática na sua região.
 

E AS BRASILEIRAS?


22. Madalena Caramuru (primeira metade século XVI): mulher indígena brasileira, considerada a primeira mulher alfabetizada do Brasil. Lutava pelo fim dos maus-tratos às crianças indígenas e educação feminina.
23. Graziela Maciel Barroso (1912-2003): primeira mulher naturalista do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Possui mais de 25 espécies vegetais batizadas com o seu nome, em sua homenagem.
24. Neiva Guedes (1956): bióloga e renomada ambientalista brasileira é conhecida por seu trabalho na conservação da arara-azul, uma espécie de ave em perigo de extinção.
25. Flávia Miranda: zoológa reconhecida pela pesquisa e defesa dos tamanduás. Ela descobriu e descreveu seis novas espécies do mamífero e recebeu menção honrosa no Prêmio CAPES de Tese/2028.
26. Karen Strier: a antropóloga que possui 38 anos de pesquisa sobre o muriqui-do-norte, espécie ameaçada de extinção. É um dos nomes mais importantes da primatologia no mundo.
27. Beatrice Padovani: bióloga e pioneira em conservação da vida marinha brasileira, Beatrice une ciência ao trabalho conjunto com comunidades tradicionais na luta pela preservação da natureza.
28. Patrícia Médici: a bióloga premiada por pesquisas sobre a anta brasileira e vencedora do Whitley Gold Awards, considerada a maior premiação de conservação ambiental do mundo.
29. Marina Silva: é uma das mais conhecidas ambientalistas brasileiras e reconhecida internacionalmente por sua defesa da Amazônia e dos direitos dos povos indígenas.
30. Neca Marcovaldi: oceanógrafa, fundadora e coordenadora de conservação e pesquisa nacional do Projeto Tamar, uma das mais bem-sucedidas experiências de conservação marinha.
31. Maria Tereza Jorge Pádua: bióloga e uma das pioneiras pela conservação da biodiversidade brasileira. Fundou o Parque das Aves /Foz do Iguaçu e foi a primeira mulher eleita à Academia Brasileira de Ciências.
32. Sonia Guajajara (1974): líder indígena e ativista ambiental, é uma das principais vozes na luta pela proteção dos direitos dos povos indígenas e pela preservação da Amazônia.
33. Angela Mendes de Almeida: advogada e ativista ambiental, conhecida por sua luta pela proteção dos direitos dos povos tradicionais, especialmente das comunidades quilombolas e ribeirinhas.
34. Dorothy Stang (1931-2005): freira católica e ativista social, dedicou sua vida a trabalhar com agricultores pobres e defender seus direitos à terra na região da floresta amazônica no Brasil. 


Essas são apenas algumas das muitas mulheres incríveis que lutam pela proteção do meio ambiente e dos direitos humanos, trabalhando incansavelmente para proteger nosso planeta para as gerações futuras. Mas acredito que, bem próximo a você, existem muitas mulheres incríveis trabalhando pela causa da sustentabilidade.

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Biodiversidade em Foco: Salvaguardando os Biomas Brasileiros para Promoção do ODS 15

28/02/2024 10h59 | Por: Gisele Victor Batista

O ODS 15 - Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número - da ONU (Organização das Nações Unidas),  trata da proteção da vida terrestre e tem como objetivo preservar, restaurar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres. Esse ODS visa garantir a conservação da vida na Terra e promover a sustentabilidade ambiental para as gerações futuras por meio da gestão sustentável das florestas e do combate à desertificação, evitando a degradação da terra e a perda da biodiversidade. 


O Brasil é um país continental e nossas florestas desempenham um papel fundamental na regulação do clima global, proteção dos recursos hídricos e biodiversidade. Abrigam uma vasta diversidade de espécies de plantas e animais, muitas das quais são endêmicas (encontradas apenas nesses ecossistemas). Por isso, a destruição das florestas brasileiras tem impactos negativos não apenas localmente, mas também globalmente, contribuindo para as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade. 


É preciso conhecermos os biomas brasileiros para cuidar dessa riqueza natural!

Os biomas brasileiros são ecossistemas terrestres com características únicas que abrangem grande parte do território do Brasil.

São seis os principais biomas encontrados em nosso país:

  • Amazônia: Localizada na região Norte do Brasil, é a maior floresta tropical do mundo, conhecida pela sua biodiversidade única, com uma vasta variedade de espécies vegetais e animais;
  • Cerrado: Localizado principalmente no centro-oeste do Brasil, é o segundo maior bioma brasileiro e caracteriza-se por uma grande diversidade de vegetação, incluindo savanas, matas e formações rochosas;
  • Mata Atlântica: Originalmente estendia-se ao longo da costa leste do Brasil, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, mas hoje está altamente fragmentada devido à atividade humana. É reconhecida pela sua biodiversidade e importância para a conservação ambiental;
  • Caatinga: Presente principalmente no nordeste brasileiro, é caracterizada por um clima semiárido e vegetação adaptada à seca, incluindo cactos e plantas xerófitas;
  • Pampa: Encontrado no sul do Brasil, é um bioma de campos, caracterizado por vegetação rasteira e gramíneas, com ocorrência de formações de matas ciliares ao longo de rios e riachos;
  • Pantanal: Localizado no centro-oeste do Brasil, é a maior área alagada do mundo. É reconhecido pela sua biodiversidade, abrigando uma grande variedade de espécies animais e vegetais adaptadas às condições únicas do ambiente pantaneiro.

 

Relacionando o ODS 15 aos biomas brasileiros, é importante destacar que esses ambientes desempenham papel fundamental na regulação do clima, na manutenção da biodiversidade e na oferta de serviços ecossistêmicos essenciais para a vida humana. Portanto, alcançar as metas do ODS 15 é crucial para a conservação da florestas e da vida no planeta.

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Justiça Social e a Agenda 2030: como não deixar ninguém pra trás?

21/02/2024 13h57 | Por: Gisele Victor Batista

O Brasil é considerado um dos países com as maiores diferenças sociais do mundo, conhecido por sua alta concentração de renda, onde o 1% mais rico da população detém 28,3% da renda total (IPEA, 2023). Em 2022, 30,7% das famílias viviam em insegurança alimentar moderada e grave, sendo que nesse grupo estavam quase 9% das famílias (ou 33 milhões de pessoas) em situação de fome (PENSSAN, 2022). Ainda, a falta de condições mínimas de infraestrutura tem afetado os mais pobres desde o seu nascimento, pois a maioria ocupa áreas precárias e possui maior risco de morte por ausência de serviços adequados de saúde, conforme destaca o Pacto Nacional de Combate às Desigualdades (2023). 


Somado a isso, a maior parte dos empreendimentos de habitação social no Brasil ainda não oferece moradias populares com acesso a serviços básicos, como transporte público, educação e proteção social, segundo um relatório produzido pelo Grupo Banco Mundial em 2023. De acordo com o informado, muitos dos projetos apoiados pelo governo oferecem moradias localizadas a uma distância considerável do centro da cidade, o que torna a prestação de serviços desafiadora e onerosa. Locais de desenvolvimento dispersos, combinados com transporte público de baixa qualidade resultam em congestionamentos, menor acesso a empregos e alta incidência de acidentes de trânsito e mortes.


Para reverter esta realidade é necessário um conjunto de medidas, políticas e ações destinadas a promover a igualdade de oportunidades, a distribuição equitativa de recursos e o acesso universal aos direitos básicos para todos os cidadãos brasileiros. Somente através da justiça social vamos reduzir as desigualdades econômicas, combater à pobreza, permitir o acesso à educação de qualidade, saúde pública eficiente, moradia digna, segurança alimentar, entre outros aspectos importantes à garantia dos direitos humanos.


No contexto brasileiro, a busca pela justiça social enfrenta desafios significativos devido à persistência de desigualdades históricas, socioeconômicas e regionais. Políticas públicas têm sido implementadas ao longo dos anos para enfrentar essas disparidades, incluindo programas de transferência de renda, cotas para grupos marginalizados em universidades e no mercado de trabalho, investimentos em infraestrutura social, entre outras iniciativas, mas ainda há muito mais no que se avançar. É necessário oferecer igualdade de oportunidades, a distribuição equitativa de recursos e o acesso universal aos direitos básicos para promover o desenvolvimento sustentável à população. 


Este são alguns temas de interesse dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, mostrando através de suas metas e indicadores os caminhos imperativos para construir um futuro mais justo e promissor a todos e todas. 


Vários ODS têm como objetivo principal promover a igualdade e a inclusão, como o ODS 5 (Igualdade de Gênero), ODS 10 (Redução das Desigualdades) e ODS 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes) e ao avançar nesses objetivos, contribui-se para a criação de sociedades mais justas e equitativas. Questões sobre pobreza, fome, educação, saúde, acesso à água potável e energia limpa e cidades mais inclusivas podem ser minimizadas com a implantação das metas dos ODS 1 (Erradicação da pobreza), ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), ODS 3 (Saúde e Bem-estar), ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 6 (Água e Saneamento) e ODS 7 (Energia Limpa), e o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis). 


A abordagem holística da Agenda 2030 permite abordar as causas subjacentes da injustiça social e dar foco à igualdade e inclusão. Os ODS visam garantir um desenvolvimento sustentável que atenda às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de atenderem às suas próprias necessidades. Isso inclui a promoção da justiça social para as gerações atuais e futuras, permitindo que todos tenham acesso aos recursos necessários para uma vida digna e próspera, sem deixar ninguém para trás!

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Fonte: UM RETRATO DAS DESIGUALDADES NO BRASIL HOJE - Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades. Disponível em:
https://cdn.brasildefato.com.br/documents/15cb78c372830623b8fc23e1f18e2412.pdf
 

Gisele Victor Batista

Inovando com igualdade: o impacto das meninas na ciência para o alcance da Agenda 2030

14/02/2024 09h56 | Por: Gisele Victor Batista

Garantir a igualdade de gênero é permitir que meninas e mulheres possam expressar suas capacidades individuais e intelectuais, ocupando espaços que representam suas identidades e fomentem sua possibilidade de realização no mundo. No entanto, apesar dos avanços, ainda existem desafios a serem superados para garantir uma participação equitativa de gênero, especialmente no campo da ciência, para elas possam explorar essas áreas e contribuir para a inovação e o progresso científico do país.


De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), as mulheres representam cerca de 49% dos pesquisadores brasileiros, mas essa proporção diminui em áreas específicas da ciência como engenharias e tecnologias. Por isso, em 11 de fevereiro é celebrado o Dia Internacional das Meninas na Ciência, com o objetivo de promover a igualdade de gênero e incentivar as meninas a se interessarem e seguirem carreiras que historicamente têm sido dominadas por homens. 


Ter mulheres em posições de destaque na ciência serve como modelo e inspiração para meninas interessadas em seguir carreiras científicas, eliminando estereótipos de gênero que diminuem oportunidades de participação feminina nestas áreas. Mas além de iniciativas individuais, é crucial que existam políticas e mudanças institucionais para eliminar barreiras sistêmicas e garantir igualdade de oportunidades para meninas e mulheres. Para tanto, a promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 podem contribuir da seguinte forma:

 

  • Educação de Qualidade (ODS 4): Campanhas escolares ou projetos sociais que incentivem meninas a se interessarem e se envolverem na ciência desde cedo, torna a educação mais inclusiva. Ainda, oportunidades de formação de qualidade poderá preparar essas meninas para futuras carreiras em áreas científicas;
  • Igualdade de Gênero (ODS 5): Encorajar mais meninas a perseguirem carreiras científicas ajuda a combater estereótipos de gênero e promover a igualdade de oportunidades. Isto deve começar no núcleo familiar, incentivando a curiosidade e o empoderamento para maior segurança na escolha por uma carreira futura;
  • Trabalho Decente e Crescimento Econômico (ODS 8): O envolvimento de meninas na ciência contribui para a criação de uma força de trabalho qualificada e diversificada, impulsionando a inovação e o crescimento econômico sustentável do país;
  • Indústria, Inovação e Infraestrutura (ODS 9): As contribuições das meninas na ciência impulsionam a inovação e promovem avanços tecnológicos que podem beneficiar diversos setores, desde saúde até energia e meio ambiente. Também, sua visão sobre o universo feminino pode contribuir com mais inovação de produtos e/ou serviços que atendam as demandas deste público, distanciando-se de soluções padronizadas e orientadas pelos aspectos do masculino;
  • Redução das Desigualdades (ODS 10): Ao fornecer oportunidades iguais para meninas na ciência, podemos reduzir as disparidades de gênero e promover uma sociedade mais justa, pois muitos lares brasileiros são comandados por mulheres e, em sua maioria, negra e periférica.

É essencial reconhecer o papel das meninas na ciência, bem como trabalhar continuamente para criar um ambiente inclusivo e igualitário que as apoie em suas jornadas científicas. Com isso, a conscientização sobre a importância da igualdade de gênero na ciência é fundamental para promover uma sociedade mais inclusiva e diversificada.

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Gisele Victor Batista

Folia Consciente: Carnaval Sustentável alinhado com a Agenda 2030

07/02/2024 10h41 | Por: Gisele Victor Batista

O Carnaval é uma das festas mais antigas e populares do mundo, com suas raízes associadas a festividades pagãs que celebravam a transição do inverno para a primavera. No Brasil, o Carnaval tem influências europeias, africanas e indígenas, sendo os primeiros registros do período colonial, quando os colonizadores portugueses introduziram a festa, mas, também, incorporaram elementos das tradições africanas trazidas pelos escravizados, incluindo ritmos, danças e máscaras.

Mas, além da diversão, as festas de rua acumulam uma quantidade enorme de resíduos que, na maioria dos casos, poluem áreas públicas e impactam negativamente na qualidade dos ambientes urbanos. Para lidar com essa questão, algumas iniciativas têm sido propostas, como:

ODS 3 – Saúde e Bem-Estar: 

  • Opções de alimentação saudáveis, promovendo o consumo de produtos locais e sustentáveis;
  • Hidratação constante devido ao clima quente e para manter as atividades físicas;
  • Ações de cuidado com a saúde e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;

 

ODS 8 - Trabalho Decente e Crescimento Econômico: 

  • Buscar a inclusão social e econômica de todos os envolvidos na organização e realização do carnaval, garantindo condições dignas de trabalho;
  • Promover iniciativas que buscam arrecadar fundos para causas sociais e promover a inclusão;

 

ODS 12 - Consumo e Produção Sustentáveis: 

  • Promover práticas sustentáveis durante o carnaval, como o uso consciente de materiais e a redução do desperdício;
  • Campanhas de conscientização para redução do consumo de plástico durante o Carnaval;
  • Utilização de decorações feitas com materiais recicláveis, evitando o uso excessivo de plástico e outros materiais poluentes;
  • Iniciativas de educação ambiental sobre a importância da sustentabilidade e práticas ambientais responsáveis;
  • Programas de reciclagem para incentivar o descarte de maneira adequada;

 

ODS 13 - Ação contra a Mudança Global do Clima: 

  • Adotar medidas para reduzir a pegada de carbono associada às atividades do carnaval, como o transporte de pessoas e a produção de eventos;
  • Uso de meios de transporte mais sustentáveis, como transporte público, bicicletas e caronas compartilhadas, contribui para a redução das emissões de carbono durante as festividades.

 

Essas pequenas iniciativas são, na verdade, um forma simples e direta de aplicar os ODS durantes as brincadeiras de carnaval, fomentando a alegria, o autocuidado e a preservação do planeta. Carnaval sustentável é promover o desenvolvimento sustentável das cidades, evitando impactos negativos na infraestrutura urbana e o cuidado com a saúde e bem-estar das pessoas.

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Gisele Victor Batista

Sustentabilidade em Pauta

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Diretora da Harpia Meio Ambiente
Coordenadora Adjunta de Mobilização do Movimento Nacional ODS SC
contato@harpiameioambiente.com.br

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