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Domingo, 05 de dezembro de 2021
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Pesquisa da UFSC sobre aumento na sazonalidade de temperaturas ganha repercussão internacional

Feito em parceria com uma instituição francesa, o estudo mostra que o fenômeno pode levar a extinção de espécies nativas de árvores africanas.

Mundo, 21/09/2021 17h13 | Atualizada em 21/09/2021 17h19 | Por: Beatriz Godoy Taveira | Fonte: UFSC
Foto: Pixabay

Uma pesquisa realizada em parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina com um importante periódico da área científica de uma instituição francesa, o Global Change Biology, ganhou destaque e repercussão internacional em um dos mais tradicionais jornais franceses, Le Monde. A pesquisa aponta a possibilidade de extinção de quatro das sete espécies de baobás em Madagascar, no Sul do continente africano, causadas pelas implicações da variação na sazonalidade de temperaturas, agravadas pelas mudanças climáticas.

De acordo com o estudo, as espécies da árvore nativa da África podem desaparecer até 2100. “Três espécies estão fortemente ameaçadas devido a um aumento da sazonalidade da temperatura, ou seja, a variação média entre as temperaturas mínimas e máximas de cada mês, ao longo de um ano”, afirma o doutorando da UFSC e um dos autores do estudo, Mário Tagliari.

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Para a equipe, o conceito de sazonalidade foi uma das descobertas mais importantes, já que, antes de aplica-lo ao modelo, os pesquisadores não faziam ideia de que esse fator poderia ser crucial para a redistribuição das espécies. Os estudantes ainda concluíram que, o impacto do fenômeno pode ser semelhante em todas as regiões da faixa tropical, inclusive na Amazônia.

O aumento na sazonalidade foi previsto para uma grande parte da faixa latitudinal tropical, podendo ameaçar diversas espécies da região. Os pesquisadores explicam que, para se adaptar a tais condições, inúmeras espécies tropicais devem migrar em direção a Linha do Equador, onde as variações da temperatura devem ser menos acentuadas.

Para realizar a pesquisa, os pesquisadores foram a campo e utilizaram um banco de dados e imagens de satélite para agrupar informações e alimentar um modelo de nicho ecológico que prevê a distribuição das espécies a partir de diferentes variáveis ao longo do tempo. O estudo é assinado pelo doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSC Mário Tagliari, por Vítor Carvalho Rocha, também doutorando em Ecologia da UFSC e pelo cientista Ghislain Vieilledent (CIRAD – França).

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